quinta-feira, novembro 3

gosto de viver aqui

Gosto disto. Desta casa que, apesar de não ser minha, é como se fosse.
Sinto-me mesmo em casa quando aqui chego. E não estava mesmo nada à espera que acontecesse.
Gosto de percorrer o corredor entre a cozinha e o quarto, passar no escritório e ficar na porta a observar os teus livros. Tantos. Tanta história. Tantas palavras.
Gosto de preparar o meu jantar quando aqui chego, de fazer um chá quente de camomila à noite, de me deitar no sofá a ver televisão, de ler um livro à sorte, de regar as plantas da cozinha (que, apesar de eu não ter nenhum jeitinho para elas, lá vão sobrevivendo).
E gosto tanto quando aqui ficas, ao meu lado, a jantar comigo e depois dentar.
E agora que as noites estão a ficar mais frias, será que podes ficar aqui mais vezes? Para me aqueceres o coração que é quente e os pés que são frios.

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